Missão Índia


Viagens missionárias são sempre surpreendentes. Por mais que você estude um pouco da cultura e do povo com o qual você irá trabalhar a prática sempre é diferente da teoria. Ao receber a tarefa de liderar uma equipe em missão para Índia e de receber a Palavra de confirmação de DEUS muitas coisas me vieram a mente...

A Índia é o 15º país na lista de perseguição aos cristãos, um país cheio de deuses e com uma cultura milenar, patriarcal e supersticiosa que tem resistido firme aos impactos da globalização. O que este país me reservava?

O objetivo principal nessa missão era apoiar a Igreja perseguida e encorajar os cristãos daquele país. Em nossa primeira visita a casa de uma cristã, estávamos em uma favela de Navi Mumbai, reduto de prostituição, com forte presença Hindu e Islâmica onde a comunidade mantém certo controle sobre a vida de seus vizinhos. “-A senhora tem algum pedido especifico para que oremos?” foi a minha pergunta. A casa tinha um único cômodo, iluminação fraca, o único móvel era uma cama, o calor era sufocante e o odor do lixão que funcionava atrás da favela tomava conta do ambiente. “-Não. Já tenho a CRISTO e Ele é tudo que eu preciso.” foi a resposta dela.

Ajudamos um pastor nepalês que acolhe (com seus pouquíssimos recursos) os filhos das prostitutas do bairro pobre de Turbhe. Ministramos aquelas crianças sobre dignidade, sonhos, identidade: sobre ser filhos de DEUS.

 


Um cristão diretor de uma escola e orfanato para meninas tem resistido firme as investidas do governo que tem fechado diversos trabalhos sociais liderados por cristãos. Nossa presença tentou trazer refrigério e incentivo aquele lindo ministério.

 
 


As igrejas não podem ter um espaço próprio e se reúnem em salas alugadas, geralmente escondidas nos fundos decomércios ou depósitos de lojas. Quando possível se reúnem em salas de colégios quando o diretor é cristão. Mesmo com as rígidas leis todos os domingos as pequenas salas estão cheias. Cristãos abrem suas casas para celebrações e deste modo a Igreja tem permanecido firme. Nestes momentos pudemos testemunhar, pregar, orar e louvar junto com nossos irmãos. O partir do pão ganhou um significado mais profundo e aprendemos que um abraço e um sorriso sincero muitas vezes era mais que suficiente.


A promessa que CRISTO nos fez é essa: a vida eterna (I João 2:25). Imagine ensinar sobre isso para crianças órfãs portadoras de HIV e para homens, também soropositivos, em um abrigo onde tudo o que se espera é a morte... A vida eterna é esperança, motivo de comemoração e alegria. Esta foi a semente que levamos, porque é para isso que temos vivido!



Um missionário tem lutado para manter uma escola primaria no meio de uma favela. As despesas com salario dos professores e manutenção do prédio tem sido pagas pela provisão de DEUS. Os joelhos no chão daquele homem não só têm visto os recursos financeiros chegar como a vida de diversas crianças mudar. Foi um privilegio ajudar na escola bíblica de férias que lotou, de crianças sedentas pela Água e Pão da Vida, aquele pequeno espaço!


Em Kolkata os missionários criaram como estratégia de evangelização uma escolinha de futebol e uma oficina de artesanato. Como fruto da persistência, e sobre forte batalha espiritual, hoje foi implantada uma igreja que é um verdadeiro milagre sua existência. A igreja nem bancos possuí. E ali mesmo, sentados no chão, compartilhamos aquilo que temos como mais precioso: o amor de DEUS Pai!


Fortalecer a mãos de nossos irmãos era nosso intuito. Mas ao chegar na casa de uma missionária que acolhe crianças de rua, nós é que saímos fortalecidos. Logo pela manhã as crianças chegam, lá elas tomam banho, comem e recebem ensinamento cristão... e no final do dia elas precisam retornar as ruas (a casa não tem como acomoda-los). Qual o fruto deste trabalho? As crianças que já cresceram hoje são missionárias e obreiros. Saber que com tão pouco aquela mulher estava fazendo tanto nos fortaleceu!

Em caminhadas de oração, visitas nas casas, apoio as obras assistenciais, testemunho e pregação nas igrejas, comunhão e encorajamento aos irmãos nós crescemos e recebemos muito mais do que entregamos.  Houve momentos difíceis, sim, mas diante de todas as experiências onde DEUS nos permitiu ser instrumentos de seu amor e de viver e crescer em fé esses momentos se tornaram pequenos para serem relatados.




Realizamos duas escolas bíblicas de férias, testemunhamos, pregamos e ensinamos em escolas dominicais de sete igrejas, trabalhamos durante uma semana em uma escola pública, levamos o evangelho em dois orfanatos, um abrigo, e três vilarejos, visitamos as casas de novos convertidos, realizamos alguns cultos em lares, oficinas de evangelismo para jovens, auxiliamos o trabalho missionário em uma escola de futebol e numa oficina de artesanato durante três semanas. 

Ufa! Foram dois meses intensos!



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